Finalmente vi “Arrasta-me para o inferno” ontem e por mais estranho que pareça, ele superou todas as minhas expectativas. Já esperava um filme com cenas divertidas pois Sam Raimi, outrora, havia dirigido o clássico “Uma noite Alucinante” (1987).O filme é totalmente fora dos padrões de filmes de terror, os quais todos estamos acostumados a assistir. Vários clichês são quebrados nessa nova produção. Dentre os identificados por mim, listarei alguns abaixo:
- Os mocinhos são sempre bonzinhos: a protagonista Christine Brown, gerente de um banco, não pensa duas vezes ao negar uma nova hipoteca a cigana velha que a posteriore a amaldiçoa, tudo porque ambiciona ser promovida.
- A mocinha que só grita e foge: troque a gatinha indefesa pela gatinha que embora grite também mas não se rende e sai nos tapas com a velha cigana, vencendo o fight.
- Fantasminhas não-camaradas: Não há Gasparzinho, Samara ou qualquer fantasminha de criança, um caso raro para filmes de terror atualmente.
- É proibido se divertir: Há várias cenas engraçadas que nos fazem esquecer por instantes que estamos diante de um filme de terror. Humor negro impera.
- A mocinha é desacreditada: A protagonista tem o apoio do noivo, desde o começo ele acredita na mesma.
- Se você faz parte de alguma minoria certamente morrerá: As minorias são o “help” de Christine, como o vidente (Rao) do Leste Europeu e a médium mexicana.
- Faça sexo e morra: não há muito sexo no filme.
- Save the animals, Save the world: Christine não hesita em matar o gato que ganha de presente depois que descobre que sacrificar um animal pode ser a solução para se livrar da maldição.
- Os vilões só morrem no final e ainda ressuscitam: a cigana bruxa morre no meio da trama. Embora continue infernizando a vida de Christine do além túmulo.
- Finais Felizes: não há happy end.
Se você tá cansado dos filmes de terror com seus clichês e ainda não viu “Arrasta-me para o inferno”, não perca tempo. Garantia de bons minutos de risadas e sustos.
2 years ago